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Live & Love - Restart

Sou doente renal... mas não me sinto nada assim!!! Este é o espelho da minha vida e da minha alma... Desistir, NUNCA!!!

Live & Love - Restart

14
Set22

45 e o início do ano letivo

Live and Love

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Muitas são as vezes em que o dia do meu aniversário coincide com o início do ano letivo. São ambos importantes e que me tornam um pouco nervosa de forma distinta, cada um à sua maneira.

Este ano não é diferente e, ao mesmo tempo que festejo o meu 45º aniversário, tenho uma reunião com os encarregados de educação. Quem é professor, sabe tão bem como eu que é uma fase de muito trabalho e alguma preocupação, principalmente para quem vai receber novos alunos, que é o meu caso. Mas não é nada a que não esteja habituada, embora todas as experiências sejam diferentes.

Mas de nada me importo, porque todos os dias em que estou viva, com energia e em que posso fazer a minha vida o mais normal possível, são dias de festejar.

Chego agora aos 45 com lutas, batalhas vividas, algumas vitórias, outras perdidas, mas sinto que tudo faz parte do caminho. Caminho esse que cada vez mais tento levar de forma leve, consciente das minhas emoções e deixar ir tudo o que não me faz falta ou o que me derruba.

A Gratidão de estar aqui hoje, poder viver, trabalhar, estar com amor e usufruir de mim própria, é um sentimento que me acompanha todos os dias, mesmo nos mais intensos.

Este aniversário tem um sentido um pouco mais especial, pois o transplante veio alterar os sentimentos e a postura que levo ao longo dos dias.

Grata pelos meus 45

Silvia

31
Ago22

Transplantada em férias

Live and Love

Este foi o primeiro verão como transplantada. Apesar de ter mais liberdade e o espírito ser diferente, foram umas férias calmas e um pouco mais por casa. Isto porque o Tiago decidiu abrir uma mercearia/ cafetaria biológica aqui mesmo na rua, UniversoBio  ( https://www.facebook.com/universobio2021/), em dezembro de 2021, e não tinhamos a certeza de como iriam ser as suas férias, dai não termos marcado nada de diferente.

A primeira semana de agosto fomos até Vila Real e passamos esses dias na casa de férias e de infância do meu pai numa aldeia próxima da cidade, embora a maioria dos dias andamos a passear e a conhecer aquela zona de Trás os Montes.

Como no verão passado fomos uns dias ao Gerês, fiquei fã do norte do nosso país e das praias fluviais, cascatas, aldeias, natureza. Temos tanta riqueza natural nestas zonas... Também já estava um pouco cansada de ser sempre o mesmo... praia, piscina.. praia, piscina... Algarve... Costa Vicentina... demasiada gente!!! Não quer dizer que não volte a passar férias nestes lugares, principalmente na Costa Vicentiva da qual sou fã, mas às vezes sabe bem mudar um pouco.

Trás os Montes pode ter tudo isso, embora de forma distinta, e uma riqueza de paisagens, sítios recônditos e muitos lugares para conhecer e experienciar, com menos confusão. Há que dizer que, cada vez mais, há mais gente com a mesma vontade que eu, de conhecer estes lugares mágicos, aventureiros e ao mesmo tempo relaxantes.

Fomos ao Pena Aventura Parque, Fisgas de Ermelo, Praia Fluvial de Olo, descemos o Rio Douro da Régua ao Pinhão, fizemos o comboio turístico do Tua, passadiços do Corgo e, ao mesmo tempo, aproveitamos para estar com a família que mora por aqui.

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rio.jpgPraia Fluvial do Rio Olo

 

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Pinhão

 

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Cruzeiro no Rio Douro

 

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Estação do Pinhão

 

Nas semanas seguintes estivemos por casa e aproveitamos também a nossa praia do Castelo, passeamos por Lisboa, fomos conhecer os passadiços da Mata dos Medos e descansamos. Apesar de não estar muito cansada, pois não tenho "em cima" um ano letivo inteiro, mas tenho a "ressaca" de um transplante.

Não me importo nada de estar em casa, pois é a melhor forma de descansar, havendo também muita atividade para se fazer aqui próximo e temos, o que é para mim, a melhor extensão de praias para aproveitar, seja verão ou inverno.

Como transplantada, sem dúvida que a melhor e maior diferença foi o facto de conseguir mergulhar, nadar, estar no rio ou piscina sem qualquer tipo de restrição, bem como a não preocupação da diálise. A Liberdade, para além da Saúde claro, é o melhor bem que temos e só damos valor quando não podemos usufruir dela.

O trabalho é já esta semana e estou preparada, pois este ano letivo, tudo será diferente e para melhor.

 

Grata à Vida e à Liberdade!

Silvia

 

24
Jul22

Dia Nacional da Doação de órgãos e da Transplantação

Live and Love

Apesar de já ter passado o Dia Nacional da Doação de órgãos e da Transplantação, celebrado a 20 de julho não posso deixar de me lembrar como este é importante.

Todos os dias são especiais e há sempre motivos felizes, mas este, entre outros, é de celebração pela missão de vida que muitos seres especiais têm.

Estou tão, mas tão grata pelo meu Dador que, perante aquilo que acredito ter sido a sua missão de vida, salvou a minha. Salvou a minha vida e hoje brilha na memória de seus familiares e para mim será sempre um Sol ao longo do meu caminho.

Embora nunca o venha a conhecer fisicamente, nem à sua história, fez história na minha vida. Uma das histórias mais bonitas que permanecerá sempre, aconteça o que acontecer.

Grata a esta minha Estrela e a todas as outras que tiveram o mesmo destino e missão.

Brilham fortemente dentro de todos nós que fomos presenteados pelo altruísmo de sua missão.

Este dia serve também para lembrar os que em vida, têm o mesmo propósito e o mesmo caminho: os dadores em vida e os profissionais de saúde.

Eu sou tão sortuda!

Grata a ti, à tua família e, mesmo não te conhecendo, permanecerás em mim para sempre!

 

O tema este ano foi "Sustentabilidade da Doação e Transplantação" tendo havido várias palestras e encontros promovidos pela Sociedade Portuguesa da Transplatação e Instituto Português do Sangue e da Transplatação, IP.

294901228_494280982573856_8731188760332969188_n.jpImagem by Grupo Desportivo dos Transplantados de Portugal

Silvia

 

30
Jun22

9 meses e o regresso

Live and Love

Faz exatamente hoje 9 meses de transplante e sinto-me tão bem... física e mentalmente. 

A minha vida, aos poucos, vai normalizando cada vez mais. Neste momento já não me privo praticamente de nada e a felicidade está bem presente neste momento.

A hora de regressar ao trabalho chegou e agora sim, posso dizer que o interregno de quase 8 anos chegaram ao fim e é o início da minha nova vida. O renascer aconteceu da forma mais bonita e esperada, tendo também consciência que eu sou forte e a recuperação deve-se em grande parte à minha grande vontade em permanecer mais positiva, mais grata e com uma visão diferente da que tinha antes da diálise.

Sou o que sou, cada vez mais assertiva sobre os meus objetivos e sobre o que me faz bem, sendo que sei bem que hei-de ter momentos bons e menos bons, tal como foi até aqui. E foi com esses  momentos  todos que aprendi, cresci, errei e estou onde estou, onde tenho de estar. 

Ainda tenho muito para caminhar, para aprender, para rir e para chorar, mas sou sempre eu e, cada vez mais, sigo os meus instintos e os meus valores.

Hoje é um dia Feliz... Grata pelo regresso!

 

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Silvia 

04
Mai22

Regresso ao meu Eu!!

Live and Love

7 meses e 4 dias de Transplante e cada vez me sinto melhor e com mais energia.

Após este último episódio menos feliz, em que estive "lá em baixo", finalmente sinto que estou a voltar a ser Eu. Nunca deixei de acreditar que iria recuperar e ficar bem. Não só estou bem, como estou excelente.

Acreditando sempre que a nossa mente comanda o nosso corpo, tenho aproveitado para trabalhar o meu interior, de forma a crer que isto é o início da minha cura, mesmo que todos continuem a dizer que a minha doença, por ser crónica, não tem cura. Acredito que tudo é possível, e que este transplante seja a minha recuperação para sempre neste meu renascimento.

Não sinto que tenho uma vida nova, pois continuo a ser Eu, mas sinto que tenho uma vida melhor, aprendendo a cuidar de mim com Amor, renovando as minhas atitudes, tornando-me num ser melhor.

Tenho aproveitado para ler vários livros e textos que apresentam histórias reais fantásticas, que mostram que somos nós que comandamos a vida, que todas as nossoas ações e pensamentos têm consequências. Se tivermos boas ações e pensamentos de gratidão, de visualização sobre o nosso propósito de vida e aquilo que realmente nos faz bem e o que pretendemos, sem dúvida que as consequências serão sempre positivas, mesmo demorem a chegar. Claro que esta minha teoria não apareceu agora, mas já vem de há anos, aproveitando mais nestas pausas para continuar a estudar e a ativar todos estes conceitos em que acredito mesmo muito.

Creio também, que mesmo trabalhando desta forma, haverão sempre fases menos positivas em que o segredo é saber aceitar, saber como agir e tirar partido e aprendizagem. 

Tudo o que me aconteceu de menos bom e todas as pessoas que passaram na minha vida, trazendo-me situações desagradáveis, há sempre que tentar saber o porquê e aceitar, porque tudo isso é o que tem de acontecer, permitindo-nos assim crescer e evoluir como seres.

Só há uma situação que talvez nunca conseguisse aceitar que acontecesse, mas disso quero apenas não me lembrar.

Sei que a minha doença, a qual já estou curada, trouxe-me a maior lição: "Nada é garantido na Vida!". O que hoje é certo, amanhã poderá não ser, e que devemos trabalhar a nossa essência para aceitar e aprender. E é assim até ao fim da linha.

Relativamente a leitura, para além do Guia Prático Anual "Almanaque Espiritual" que a minha filha me ofereceu, ainda li "Como criar um novo Eu" do Dr. Joe Dispenza e estou a acabar "Dentro da loja mágica" de Dr. James R. Doty. Quem conhece estes livros, sabe do que falo. Futuramente pretendo ler de novo algumas obras que tenho já há muitos anos, dentro do mesmo tema.

Para além da leitura, tenho assistido a alguns Podcasts ou lives sobre desenvolvimento pessoal, auto conhecimento, poder da mente... tais como Gaya Talks, Kológica...

Neste momento ainda estou em casa, diminuiram a medicação, deixei de fazer as medições diárias de peso, temperatura, tensão arterial e urina, fazendo-o apenas algumas vezes por mês. Tenho sentido um enorme apetite, principalmente comida que não me faria bem, controlando-me bastante para não cometer erros excessivos. Sendo assim tenho bastante cuidado com a alimentação, baseada em vegetais, comendo proteina animal apenas 2 ou 3 vezes por semana. O que não consigo nem quero controlar é o consumo de pão branco, chegando a comer 2 a 3 pães por dia. 

Tenho feito caminhadas e algum exercício físico em casa, não exagerando nos pesos e no esforço abdominal.

Acho mesmo que há muito não me sentia tão bem, interior e exteriormente.

Grata à Vida!

 

 

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Primeiro mergulho numa piscina, desde setembro de 2014!

Silvia

05
Nov21

Fim da diálise

Live and Love

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A minha companheira da noite durante 7 anos

 

Em 2014, quando o Nefrologista me disse que tinha de iniciar diálise, fiquei em choque e entrei no desconhecido. A creatinina estava cada vez mais alta e era inevitável o início da substituição da minha função renal.

Após consulta de esclarecimento sobre os tratamentos de substituição da função dos rins com a enfermeira do hospital, depressa percebi que a hemodiálise não era opção para mim, pois tinha de me deslocar 3 vezes por semana a um centro para fazer tratamento durante 4 horas. Para além de que as restrições alimentares e de líquidos são muitas, a ausência da minha pessoa em casa durante tanto tempo, poderiam prejudicar gravemente o meu emocional. O facto também da minha filha, na altura, ter 11 anos e não poderia fazê-la passar pela minha ausência durante tanto tempo. O facto de querer levar a minha vida familiar e profissional o mais normal possível, permitindo que a diálise não fosse o centro da minha vida, pesou também na minha decisão.

Foi então que me comprometi em entra no mundo da Diálise Peritoneal, que até à data era desconhecido para mim. Sendo assim, tinha a oportunidade de realizar a diálise em casa, durante a noite, podendo ter a liberdade de continuar com as minhas rotinas de sempre.

Coloquei o primeiro cateter a 16 de setembro de 2014 no lado direito da minha barriga e iniciei diálise após pouco tempo, entrando também para a lista de transplante nessa mesma altura.

Foi tudo muito fácil e adaptei-me com sucesso à rotina de preparar a máquina da diálise, a cicladora, iniciando assim o tratamento em outubro, primeiro de forma manual e após 15 dias de forma automática.

Em dezembro de 2015 fui ao bloco operatório substituir o cateter colocando o novo no lado esquerdo, devido a infeção prolongada. Foi uma fase menos boa, pois apanhei uma bactéria no pós operatório e fiquei bastante frágil, permanecendo 8 meses em recuperação.

Contudo, tudo correu bem e voltei à minha vida de sempre, com a rotina da diálise ao longo das noites.

No verão deste ano ainda tive nova infeção tendo corrido o risco de substituir novamente o cateter. Fiquei com medo, muito medo de ter de passar por este processo novamente. Mas não foi necessário.... Dia 29 de setembro fui chamada para transplante renal e, ao mesmo tempo que colocaram o enxerto, retiraram o cateter que estava ainda com infeção.

Nesse dia foi a última vez que preparei a cicladora, mas acabei por não realizar o tratamento, pois fui internada nessa mesma noite.

Ao longo destes 7 anos tinha sempre na mente que o telefonema podia acontecer e vivi com ansiedade a espera. Foram várias as vezes que falava sobre isso e mostrava-me muito inquieta e impaciente quanto ao transplante. Ao longo destes 7 anos, o facto de ter um cateter na barriga não foi impeditivo de nada, mas foi, de certa forma, desconfortável pois andava sempre a arranjar forma de o esconder e de não se notar, o que por vezes era difícil. Contudo, e mais uma vez, assimilei e mentalizei-me que tinha de ser e não havia outra forma, apesar de nunca esquecer que o tinha sempre comigo.

Embora fossem longos estes 7 anos, e de por vezes achar que já tivesse à espera há muito, o Universo veio mostrar-me que tudo tem o seu tempo e nada acontece por acaso. Como acredito que tudo acontece no tempo certo, este transplante chegou numa altura em que havia a possibilidade de substituir o cateter. O Universo dá-me sempre  as respostas, embora na maioria das vezes não o consiga ver.

No dia do transplante o cirurgião retirou também o cateter, sendo para mim um grande alívio e um 2 em 1, pois se assim não fosse, teria de o retirar daí a 6 meses, passanso assim por mais um procedimento.

Foi assim um fim de um ciclo e o início de outro e como tenho a certeza que este rim vai continuar a funcionar muito bem, não quero pensar mais em diálise, seja ela qual for, pois, apesar de na maioria das vezes ter sempre o pensamento positivo e muita esperança na minha vida, há e houve muitos momentos dolorosos, inconstantes e desafiantes pela qual tive de passar.

Agora é apenas viver o presente com o que o Universo e a Vida me quiser dar e permitir.

 

Silvia

14
Set20

43 de vida e 6 de espera!!!

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É isso mesmo!!! Hoje faço 43 anos... nem acredito que o tempo está a passar tão rápido. Não quero!!! Quero que ande devagar, que por vezes pare e respire...

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Contudo, não me sinto com 43 anos, sinto que ainda tenho 30, embora fisicamente o corpo já ande mais devagar e comece a queixar-se mais. A mente, essa também está cansada, com uma falta de memória e paciência que nunca pensei ter nesta idade.

6 anos de espera! É muito tempo para esperar uma oportunidade de viver. É muito tempo, mesmo...

Claro que com esta história do Covid-19 os transplantes fazem-se em menor número.

Infelizmente, como o medo se instalou devido a esta doença do momento, esquecem-se todas as outras que são tão ou mais graves. Agora já não se morre de gripe, de pneumonia, cancro, AVC, etc; morre-se de Covid...

Não tenho opinião científica acerca disto tudo, mas este histerismo global gerado à volta desta doença, está a trazer graves problemas ao nível emocional, social e económico para o mundo inteiro. Temos de nos manter fortes e íntegros, não andando em ondas que nem sabemos a sua veracidade.

Eu, tenho de ser profissional acima de tudo e cumprir as regras com ponderação e a mente sã.

Que tudo corra o melhor possível, que consigamos manter a sobriedade e inteligência suficiente para não cair em situações menos agradáveis.

Parabéns a Mim, parabéns à Vida!!

Silvia

07
Mai20

Desconfinamento

Live and Love

Primeira semana de desconfinamento... apesar de continuar com os meus receios e com a muitas dúvidas na cabeça, já consegui gozar um pouco da minha liberdade.

Esta semana, o governo decretou estado de calamidade, algumas lojas de rua abriram, e muita gente já iniciou os seus empregos fora de casa, embora, por aquilo que tenho visto nas notícias, a diferença desde a semana passada não é muita.

Já se sente mais gente na rua, nos supermercados, a andar de um lado para o outro.

Eu, arrisquei... assim que a esteticista abriu, fui logo arranjar as unhas na segunda feira e na terça feira fazer a depilação. Já estava combinado e, depois de tanto tempo sem tratar de mim, apesar de ter, por vezes, arranjado as unhas e feito a depilação em casa, nunca é a mesma coisa.

Na segunda feira fui também pela primeira vez ao supermercado comprar pão apenas. Claro que todas estas saídas não são feitas em vão e tenho sempre os cuidados previstos: andar de máscara, ter o cuidado para não tocar com as mãos na cara, tirar os sapatos antes de entrar em casa e lavar as mãos assim que chego.

Depois de mais de 40 dias protegida em casa, saindo apenas para passeios na natureza, decidi que tinha de ser, começar a sair, começar a entrar no mundo real, até porque tenho de ir testando as minhas defesas e criando eu própria imunidade.

É certo que não sai mais, até porque o trabalho em casa tem sido muito, tanto o que tenho para fazer para a escola todos os dias e as aulas online, como o próprio trabalho de casa: cozinhar, arrumar, limpar...

Treinos todos os dias, sempre em casa com as aulas online ou da plataforma do ginásio e ao fim de semana caminhadas na natureza.

O que mais me está a preocupar neste momento, para além do medo de apanhar a doença do ano ou mesmo do século, é o transplante.... 5 anos e meio à espera e penso que não é nesta altura que me irão chamar para o transplante. Talvez ainda tenha de esperar mais algum tempo para que chegue a minha altura, mas nos próximos meses, penso que não será. Embora não tenha informação de nada, de como estão a decorrer os transplantes neste momento, saiu uma informação há dias que tem havido menos transplantes este ano. Não é surpresa nenhuma devido ao complicado momento que estamos a atravessar... só me resta esperar que chegue a minha vez, como tenho feito até aqui.

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Silvia

 

31
Dez19

2019 chega ao fim!

Live and Love

Mais um ano que passou... Mais um ano de processos, buscas, alguns retrocessos e mudanças pessoais que me têm levado ao meu verdadeiro eu. Cada vez mais me aproximo de mim e de quem sou.

Grande parte da minha vida tenho vestido a pele que os outros querem ver em mim... Tenho deixado de lado sonhos e fantasias pessoais em nome do amor. E é pelo amor que eu vivo e que eu respiro e que eu luto todos os dias para ser melhor, principalmente para os outros. E foi mesmo através do amor que este ano aprendi, mais uma vez, a lição de que tenho de ter mais amor por mim! Deixar as cicatrizes de lado, sarar e seguir em frente com a promessa de que valho mais do que meras palavras que apenas me querem destruir. Estou farta de jogos e joguinhos. 

É pena que ainda não tenha aprendido esta lição que me tiraria todas as mágoas que ainda tenho e me faria concentrar única e exclusivamente na minha saúde. Porque essa devia ser a minha prioridade. 

Mas só passando pelos amargos da vida e por portas muito estreitas é que consigo perceber a minha intenção de aqui estar. Sem estas pedras no sapato, jamais saberia o que devia fazer a seguir. 

Este ano vai ser diferente, em vez de pedir desejos vou propor-me objetivos em que farei o possível para os concretizar...

Por isso, em 2020, vai ser assim:

Claro que em primeiro lugar, e este não está ao meu alcance, receber o meu tão esperado rim.

Fazer uma boa e suave recuperação do transplante.

Pensar mais em mim.

Dedicar- me mais à pessoa mais importante da minha vida, a minha filha, claro.

Dedicar-me mais aos meus pais 

Olhar para o lado e continuar o meu caminho em paz quando me tentarem atingir.

Acreditar que eu consigo.

Estar em paz comigo mesmo e com os outros, não me deixando afetar por quem me quer derrubar.

Fazer o que acredito ser o correto e não o que os outros querem ver em mim .

Deixar o amor sincero, puro e gratificante permanecer dentro de mim, sem lutas, amarguras e contradições.

Libertar o que não quiser ficar.

Libertar-me da pressão social do corretismo. 

Resumindo, ser eu mesma e seguir o meu coração.

 

Talvez consiga concretizar estes objetivos, ou até talvez volte a cometer os mesmos erros, não sei. Só no fim de 2020 é que poderei fazer o balanço e espero sinceramente que seja feliz e positivo.

Bom 2020...

Silvia

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